domingo, 1 de novembro de 2009

Volvi a tropezar con la misma piedra que hubo siempre





Olho para o teto:

Quão mais velha estou? O que passou comigo neste tempo?
Quão angustiante se torna este pensamento cada vez que retorna.

Meus anos se escorrerão como areia, e eu, aqui sempre olhando o proximo dia como o que eu desejo... e nisto passaram meus anos.

E será que aprendi algo?...



Tropeço sempre na mesma pedra.
Em matéria de relacionamentos, sou expert, mas sempre cometendo os mesmo erros.


Olho todos os meus relacionamentos... e jamais um meio termo...

Gostava da sede do perigo, na sensaçao de abismo,
e que me dava uma vontade louca de fugir daqueles homens...
só por me sentir capaz de conquistar coisas melhores.

Mas logo,aquietava a mente e vinha a instabilidade
a culpa da perda, a marca da solidao e um futuro sem chão.
Angustia que não passava e trazia o ciumes,
a dureza com o mundo para defender o meu territorio.


Oscilações que nunca pararam com o tempo, nem com a convivencia.
A vontade de correr, de fugir,me livrar de qualquer compromisso
toma meu ser sempre que não estou em alerta.

E o tempo nunca melhorou...

A falsa estabilidade vem desta tentativa constante em aniquilar meu emocional...
tao perturbado, tao equivocado, tao insensato...
Com isto vem a frieza com o mundo, a nao completude das coisas...

Os sentimentos se tornam mais estreitos, mais vazios,
o racional toma o espaço das paixoes,
e vc começa usar a estrategia ao invez da intuição.

O grito que nunca sai...

Só o tempo dirá se
tender ao centro da balança é o meio mais acertado de viver a vida.


Musica inspiradora
Lo hecho esta hecho - Shakira

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Pressentindo novos recomeços





Não sou nada
Não tenho nada
Por isto tenho todos os sonhos do mundo em minhas mãos


O recomeço era inevitavel.

As mascaras haviam caido...e minhas mão vazias.

Em que e quem confiar? O que fazer?


Colocando as mãos sobre a mesa, buscava um auxilio.

A conversa franca com a minha maior, melhor e eterna amiga, me fez sentir segura.
É impossivel não se sentir reconfortada quando alguem vê seus erros mais ocultados e ainda esta ao seu lado.
Ainda há algo porque e por quem lutar.


A noite amanhecia.
A cabeça não pesava tanto... enfim os mortos em minha mente tinham ido embora.
Havia me habituado a perder muito tempo pensando em varias formas de viver a minha vida com eles. Era minha forma funebre de entrar em sono profundo...


Agora sem seus restos mortais, eu descobrira que não tinha inventado um futuro pra mim.
Meu futuro tinha se misturado com o lixo deles. Quando reparei, minha casa estava vazia... eles apodreceram até minha vida.


A insonia era algo presente agora,mas não malefico: era tanta vida desperdiçada em funçao deles, que eu estava feliz em me reencontrar.

Era apenas eu e eu.

Não tinha ideia de quantas pessoas eu tinha me tornado, de quantas mudanças gerei para me tornar proxima a realidade deles.
Eu percebera nestes anos quantas inesgotaveis possibilidades eu tenho a frente, afinal tinha me tornado especialista em situaçoes de perigo.


Eu, como meu avô, havia me tornado uma otima espiã,e com inumeros disfarces.
Hoje, não sei mais viver sem eles.
Sou um mutante, sou aquilo que se precisa que eu seja.
O mundo me fez fera.


Inevitavelmente, olhava pro teto: o que fazer agora?

Instintivamente esbocei um sorriso: haverá uma porta aberta, por onde passarei, ganhando aquilo que sonhei, o homem que desejei,a vida calma que sempre quis.


Minha mente logica achava uma brincadeira da perturbada criança que havia crescido em mim.

Novos ventos batiam na minha visão... eram ventos levando as tempestades.

Eu era a criança, perturbada, ilogica, rebelde e incoerente?
Será?

Já nada me fazia sentido


Eu não tinha mais medo de voar!

O fim (black rose)



Hexagrama 18 - A reação ( Limpar a taça com vermes )



Não sei o que escrever.
Tantas mudanças, tantas idas e vindas.
Estes meses foram profundamente abaladores.


Olhando pra mim, achei erros que deveria consertar, palavras que não deveria ter dito, atitudes que não deveria ter tomado.
Como eu, pobre humana, nao poderia tentar voltar atrás?
Estaria eu, tão certa, que a melhor posiçao seria aquela que tomei?
Pois não, tentei recorrer ao perdao, de mim mesma, e tentar de novo.
Quem saberia, agora depois de dolorida, eu poderia retomar a verdadeira vida?

Fui em busca do meu passado recente, revendo aqueles que perdi... Um a um, revi seus modos. Estão mais velhos, mais submissos a seu tempo,mais arregados a seu tempo. Mas eu precisava tentar, era por mim.

Com longas penas, escavei os caixoes enterrados em mim. Com um pesar quase sepulcral, os olhei novamente. A pena em mim foi maior que qualquer raiva.

Eu gritei vossos nomes na noite mais pesada da minha vida. Chorei e como chorei a falta de vossos corpos sobre mim. Preferi reve-los ao enterrar em mim, e sentir a podridao dos corpos de seus pensamentos me corroer e me matar, com vossos venenos.


Não importava o quão dificil seria, eu teria que fazer...era a minha vida.

Havia uma linha muito tenue entre a paixão, a pena e a loucura. Eu nao andei nesta linha, eu atravessei ela, por completo... beber daquele veneno embalsamado tinha me levado a um estado de torpor absurdo... eu tinha de fato enlouquecido com as minhas memorias, com os meus desejos, com a vida que quis ter pra mim e nao conquistei.

Fui, com todo o peso da minh consciencia. Cheguei ao fundo e ainda escavei. Se a vida tinha um fundo, eu fui lá e busquei com tudo que eu podia. Nao havia limites pelo que eu precisava sacrificar...

O lado negro já nao me assustava, se havia um objetivo, eu iria pactuar com quem quer que precisasse.
Por vezes, emergia da minha loucura, e olhava o quanto um dia havia condenado tudo aquilo que eu fazia. Mas eram pouco estes momentos de lucidez.Eu estava afundada neste mundo que eu mesma me coloquei...O poder, a luxuria, a divindade em minhas maos. Eu podia ter o que eu queria num estalar de dedos. O que seria melhor que isto?

Mas eu sabia: mais dia, menos dia, aquilo que criei sobre meus ombros iria desmoronar. Minhas forças, pouco a pouco, foram sendo drenadas, e mesmo o meu querer estava se tornando fraco, inclusive a minha loucura.
Um dia, vieram me cobrar minhas dividas, estavam na porta, esperando minha alma. Por mais forte que eu fosse, por mais forte que fosse meu querer,eu sabia que eles estavam certos, eu tinha que pagar pelo que fiz.
Assumindo todos os meus erros, sabia pra onde iria.
Só pedi perdão a Deus, sabia que o havia decepcionado: anos de estudo pra aquele fim.

Mas mesmo o culpado por razao, quando implora o perdao de coraçao, realmente tem o amparo.Mesmo sem eu achar que havia salvaçao, ela houve.

Mesmo assim, resolvi olhar novamente meu passado sombrio.
Havia mais um que tinha deixado pra trás. Um, com quem eu achava que havia errado.
Repensei, retentei, refiz.
Desvirei mais uma vez este homem, tentando colocar de encontro comigo.
Era de forma mais branda,mais leve.

Quando olhei aos dois passados simultaneos, me senti morrer, tamanha humilhação é ser o lado que eles não assumem. Isto era como acido em minhas veias corrompidas.
Este era o meu castigo: Cada qual sem lembrar de mim.

Apesar de tentar, meus passados continuaram

Mesmo assim, com o querer, o passado por todo morreu...
Enfim, o passado virou cinzas, e no meio de tudo aquilo, me pergunto:

O que haveria comigo?
As pessoas nao mudam?

Ai como faisca me surge a mente:

Que tolice, os erros nunca mudam!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Abandono





Durante muito tempo acreditei no destino e seus designos.
Acreditava em muito nas técnicas oraculistas e seus acertos e erros.
Me aprofundei e tentei entender seus caminhos tortuosos.
Fui boa sim, mas não perfeita.
Isto me intrigava e muito: o que fazia estas técnicas não serem perfeitas? Se o destino estava traçado e visto, o que o fazia mudar?

Quem era errada: eu ao ler o destino ou as pessoas e sua forma de pensar?

Por mais que eu me aprimorasse, os destinos muitas vezes não batiam. Comecei a desconfiar das atitudes pessoais. Pensei que ao olhar uma situação já devidamente relatada, a pessoa ao pressentir o que foi descrito adquiria uma postura diferente frente a situação, o que mudaria o final.

Mas algo também não se encaixava: Tanto olhar o meu próprio destino quanto o de algumas pessoas em especial faziam-se estas técnicas completamente inúteis. O que dizer então deste fato?

Novamente parava o no ponto em que me encontrei no começo desta jornada: o nada.

Abandonei o que conhecia, mesmo podendo ter acertado em muitos casos, minha forma de pensar antiga não se encaixava com os fatos. Teoria com muita exceção não é teoria.

Aceitar que nao havia destino era uma coisa que nao se encaixa a minha natureza.

Mesmo relutando, abandonei minhas ideologias. Não queira seguir nada que nao tivesse absoluta certeza que este caminho era somente meu. Poderia uma hora voltar a acreditar em tudo, mas precisava começar do zero

Precisei de uma dose coragem em tentar isto. Mas algo me mudou tão profundamente estes tempos, que arriscar já fazia parte.

Deveria haver alguma conexão entre pensamento e destino: como alguem com uma vida tão monotona poderia mudar tudo de uma hora pra outra? Outras que arriscavam tudo pareciam sempre amparadas por algo chamado sorte,porque? Isto era destino ou subconsciente? Poderia só mudar o meu destino ou de outros?

Andando sozinha em busca de respostas não tao obvias, me deparei com algo que notará a algum tempo: havia certas formas de pensamento, que repetidas muitas vezes por algum bom tempo, materializava a situaçao ou a situaçao extrema oposta.

Havia basicamente algo ou alguma "energia"* que acumulada por algum tempo, que dependia da força,maneira, frequencia e tempo. Era uma equaçao imprecisa,mas que tinha estas variaveis.

Havia outra coisa mal explicada: os ritos. Por que, diz a lenda popular, voce teria que fazer certos rituais para dar certo, e caso não fizesse nao iria funcionar? O que fazia isto ser tao forte na mentalidade ativa do homem? Se isto perdurava por tanto tempo, algo deveria ter de verdade. Onde se encaiva na minha definiçao?

Seria puramente a forma pensamento? Pra mim nao era tao obvio explicar assim.
Poderia de alguma forma, as coisas terem esta energia propria nao moldada, ou que fazia uma das variaveis ser mais fortemente exacerbadas.
Poderia ser...

Ao menos isto explicaria em boa parte dos fatos vistos. É uma maneira de diferente de pensar, já que neste ponto seriamos donos completos do destino.


Há ainda muita coisa a se pensar... é o novo começo de uma longa jornada




* Energia : Trabalho feito para sair de um ponto a outro. Algo que se acumuluma para produzir movimento.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Rainha de mim




Desligado a internet, jogada em meu sofá.
Tantas coisas se passaram hoje, tanto fatos novos, tantas estranhezas.

Afundada em mim novamente, neste ser que não se conhece. Absolutamente inovador as coisas que senti.
Tinha mudado, eu tinha sim, mas hoje eu tive a certeza da mudança ocorrida em mim.

Os beijos, oras, eles em minha pessoa original, tinham peso, emoção e sentido. Hoje, estranhamente frio aos meus sentimentos. Era como se tivessem me roubado a alma

Ninguém tinha culpa, eu mudei, meticulosamente.

As músicas passavam nos meus tímpanos. Antes me lembravam pessoas, fatos, coisas. Me faziam chorar e rir. Eu sentia o peso de cada musica que me acompanhou num pedaço da minha vida, nas mais tortuosas jornadas.
Mas agora, o que aconteceu? Não sei,mas nenhuma musica mais me dilacerava a alma como antes. Não havia recordações, não havia nada...o mais absoluto vazio.

Olhei em meu espelho: o que era eu?
E não sei ainda responder.

Tentei relembrar um grande amor, buscar fagulhas de qualquer sentimento que morasse em meu passado. Mas não, não os havia mais...as emoções do passado não existiam mais.

Com o peso da agua do banho, veio o peso da verdade: olhando meus relacionamentos, pessoas, situações vivida, era eu sim, a maior culpada de tudo.Tinha perdido o controle a muito tempo, e deixado brecha ao acaso, me arrastando por qualquer migalha.
Tortuoso e exótico tinha se tornado a maneira mais elegante de descrever meu caminho traçado .

Mas descobri que este novo eu, tinha entre um senso de racionalidade perfeita e um objectivismo atroz.Não queria mais aquilo que foi oferecido, não ia aceitar mais migalhas do destino. Não, esta nova pessoa, sim, tem um orgulho gigante, e uma certeza do caminho a ser traçado. Não havia meias conclusões.

As portas foram batidas, os rastros apagados. As esperanças perdidas,as lágrimas secadas,os ventos pelas frestas cessados. Não havia mais chance pra erros, não havia.

Havia eu, senhora e rainha do que eu queria.

Ao mundo, prazer, sou eu, nova em um novo amanhecer





Musica: Hikari do Mondo grosso feat UA

Imagem: Capa do livro Breaking dawn da stephanie meyer, da serie twilight. Muito da vivida pela personagem principal é parte da minha vida (tirando o detalhe de ser vampiros,óbvio)

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Dark in the angels


demasiadamente perto...


Como pode existir realidade, agora?

Reportada em mim, afundada em caos...

Não sou nem perto daquilo que fui um dia.
Minha fortaleza se desmosronou, agora me encontro fragil,como uma criança que se perde das maos quentes de seus pais.
A escuridão muitas vezes toma conta...rumos que pareciam certos não são visiveis mais.
Tateio pela escuridão, sei que a porta esta a minha frente, mas como abri-la, se nada vejo?

Angustia e solidão se aportam na mesma pessoa... vagueio em meu passado: mesmo sendo diferente hoje, eu pago pelos meus pecados,riscos que assumi ditado inteiramente pela emoção.
Como poderia ser alguem capaz de merecer as boas vindas inocentes de pessoas alheias?
Como eu,alguem que nao obedecem regras morais, poderia me dar com pessoas puras?
Como eu poderia ser diferente daquela pessoa arredia que sempre fui,constantemente alerta, pra nao me ferir?

Sim, vejo que, eu nova, sou menos defensiva, mas nao perdi o treinamento de anos, anos de reclusa e recusas. Decididamente, eu sou tão egoista a ponto de perder aquilo que não posso ter controle. Preciso me entender e me conter pra não perder nada mais daquilo que construi um dia...

Os anjos se foram, só restou eu, em meu canto, debelando a escuridão de minh´alma...

O que sou eu?...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Midnight Sun





Eu devia a ela fazer a coisa certa agora; não podia mais fingir que estava só em perigo de
amar essa garota.
E mesmo assim, não importava realmente se eu fosse embora, porque Bella jamais me veria
do jeito que eu queria que ela visse. Ela nunca me veria como alguém que merecesse ser
amado.
Nunca.
Um coração morto, gelado, podia ser despedaçado? Parecia que o meu podia.
- Edward. - Bella disse.
Eu congelei, encarando seus olhos fechados.
Ela tinha acordado, me visto aqui? Ela parecia adormecida, mas sua voz tinha sido tão
clara…
Ela suspirou calmamente, então se moveu inquieta outra vez, rolando de lado - ainda
dormindo e sonhando.
- Edward. - ela murmurou suavemente.
Ela estava sonhando comigo.
Um coração morto, gelado, podia bater de novo? Parecia que o meu podia.
- Fique. - ela suspirou. - Não vá. Por favor… não vá.
Ela estava sonhando comigo, e nem era um pesadelo. Ela queria que eu ficasse com ela, lá
em seu sonho.



Eu lutei para achar palavras para nomear os sentimentos que me invadiram, mas não
existiam palavras fortes o suficiente para descrevê -los.

Por um longo momento, me afoguei neles.
Quando eu emergi, não era o mesmo homem que havia sido.



Minha vida era a meia-noite, sem mudanças, sem fim. Deveria, por necessidade, sempre ser
a meia-noite para mim. Então como era possível que o sol estivesse nascendo agora, bem
na metade da meia-noite?


Livro Midnight Sun da Stephanie Meyer



Musica: Standing Next To Me do The Last Shadow Puppets