segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Black mamba

 

 

 

Quando nasci,
Decidi meu caminho.
Não foram escolhas faceis as que fiz.
Não foram tão simples assim.

Não gosto de seguir cartilhas,
olhar com mesmos olhos todas as coisas.
Não gosto de seguir o programavel, o aceitavel
o bom gosto.

Abandonei tantas e quantas pessoas no caminho!
Tantas quantas a carapuça serviu.
Tantas mentiras, hipocrisias, distorções.

Apontavam pra mim,
dedos impostores,
vossas escarnias no espelho que segurei para ti.

Melhor assim, não é mesmo.
Tão inteligentes que costuram uma vida mediocres.
Tão secretos que esquecem que o outro é capaz.
Tão sigilosos que sei a vida completa e seus proximos passos.
Tão capazes que catam migalhas pelo caminho.

Suas vidas, tão baixas, tão incapazes.
Fiquem…. feios, velhos, hipócritas.
Ou vcs acharam que um dia poderiam me enganar?

A cama de cada um já esta feita, a muito tempo atrás
Muito antes de vcs pensarem em ser inteligentes.

Afinal, nunca duvide de uma cobra,
ela nunca dorme.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Regras do jogo

 

 

Sei como vc joga,
seu estilo, suas cartas marcadas.
Tenta mudar o jogo no meio.
Acha que vai me enganar?

Conheço seu jeito,
de rabo a cabo.
Não consegue me superar.

Não me acho,
eu sei que sou boa
em olhar seus disfarces.

Não conseguirá me dominar
se fazendo de vitima,
se fazendo de coitado.
Tampouco me mandar será facil,
escorro por entre seus erros,
tão faceis, tão fatais.

Sejamos honestos:
Ninguem terá capacidade de me domar.
Mentes mediocres, vidas mediocres.
Como me dominar se não conhece a propria extensão de si.

Não me questione, me obedeça.
Sei enxergar cada passo, cada travessia.
Sei ver seus pensamentos, artimanhas
defeitos na sua pobre logica.

Você ainda quer me dominar?

Você se acha esperto?
Coitado,
a estrada que você trilha
eu construí a muitos anos atrás.

Sejamos sinceros,
Somos duas cobras no mesmo ninho,
não precisa esconder o jogo,
sei as regras do jogo.

Abra suas cartas sem medo…porque eu já sei todas elas.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O Zen no dia-a-dia : A arte de lavar roupa

 

 

Hexagrama 18 – Limpeza da taça cheia de vermes / Trabalho sobre o que se deteriorou

 

Estava ali, a minha taça cheia de vermes.

Ah…Não era pra tanto também: Era apenas o meu balde de meias sujas de molho.
Estava a tanto tempo que perdi as contas de dias nos dedos das mãos.
Mas bem, aquela era a minha taça cheia de vermes.
Seria  muito simples se só simplesmente eu lavasse aquelas meias como um ato enfadonho e cotidiano.

Mas ser Zen representa mais: Ver o que cada mínima coisa no seu dia pode trazer de evolução para você.

Olhei mais uma vez o balde: Aquele definitivamente não era um balde simples, somente.
Era um balde onde eu tinha colocado meus sonhos, meus valores, meus erros, meus futuros, tudo pra lavar, pra renovar.
E no final, ao invés de lavar, fui esquecendo num canto qualquer… porque era mais importante muitas outras coisas.

Vi que ali residia um cheiro repugnante: Eu tinha, não somente as meias mofarem e apodrecerem, mas tudo o que eu queria rever em mim também tinha apodrecido.

Não podia esperar mais: Nem as meias, nem eu

Pego meia a meia…o cheiro dá náuseas, mas o que aquilo representava em mim?
A 3 meses atrás residia em outro estado, com outros planos pra terminar, com outros sentimentos e futuros. Ainda esperançosa, ou talvez mais sonhadora de quem eu amei pudesse retornar.

Olho pra mim hoje em dia: Quanta coisa ficou pelo caminho!
E eu nem percebi que deixei tudo isto pra trás.
Fiz o que precisava ser feito, mas esqueci de mim e de tudo aquilo que eu fui.

Cada meia representava um sonho que eu não sonhava mais.
E por isto eles cheiravam tão mal.

Com paciência, e muito sabão, coloquei tudo pra fora: meias, sonhos e destinos… e esfreguei.
Esfreguei as meias pra sair o cheiro, esfreguei meus sonhos pra ver se eu ainda podia sonhar eles ou ao menos recuperar aqueles sentimentos.

Aos poucos, a taça, ou melhor o balde cheio de meias começou a esvaziar, e meu sentimento de angustia de ter me analisado também… Tantos pares, tantos sonhos.

O que fazer agora?

Juntar os pares: Meia direita e esquerda, Sonhos e realidade.

Estender e secar, tanto meias quanto sonhos, para ver o que de verdade sobra deles, pra quem sabe  voltar a usa-lós novamente.

 

Ser Zen é isto: ir além do que os olhos são capazes de enxergar.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Finais… e recomeços

 

Estava eu
acostumada a cair,
deslizar por este vazio que me envolve
como em um lago negro
onde por hora, sempre me afundava.

Eis que já não acreditava mais em passarinhos,
em esperanças no ninho,
em amores puros pra viver.
Tinha jogado as traças todas coisas bonitas
como brinquedos em um armario velho
dos quais não se usam mais.

Tinha me perdido,
dentre tantos rostos e tantas promessas,
tantas ilusões agradaveis, mas apenas ilusões.

Me abandonei a sorte do meu proprio destino,
como uma andarilha que nao tem rumo,
sentindo apenas minhas velas mudarem de lado.

Eis que minhalma repousava
e afundava mais e mais…
e por vezes desconectava deste corpo a qual eu pertencia.

Minha mão vagava, abandonada…

Mas senti algo me puxar,
segurando forte este corpo que não responde mais.

Sinto alguem inflando meus pulmoes
contra minha vontade.
Pq não me deixaram morrer?

Os olhos começam a abrir
e os sentidos confusões tendem a clarear.
Não era a paisagem,
a imagem que eu esperava,
mas existe muita beleza.

Não sei se este é o meu destino,
mas não estou mais só,
não era como eu sonhará
mas existe a beleza em cada lugar.

Preciso a me reacostumar a sonhar
e reviver.
Foi o final de varios destinos ilusorios errados,
mas tambem
o recomeço de um simples e certo,
como os raios da manha.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Pequenas poças de ilusões

 

Passeio por entre flores
até elas tem defeitos.

Como destacar a mais bela?
A beleza e a vida é formada de valores tao intrínsecos
Que nem apenas aos olhos
esta aberta a beleza.

Lutar pra viver
viver pra morrer.
Sentidos oposto mas algo em comum:
Jamais desistir.

Deixo a chuva cair em mim
para sentir o peso da imortalidade.

Não cheguei tão longe pra desistir
Meu corpo é fraco
mas o destino me deu tantos desafios
e venci
que hoje nao posso mais errar.

Meus pés tem que ser firme
minha direção certa e precisa.
Muitos precisam de mim, mas principalmente
eu preciso de mim.

Tenho que ser a mão que segura
o braço que afunda
o corpo que se abandona.

Não, não faço o que eu tive
a solidão sempre me permeiou
mas o fato de eu jamais abandonar
é por saber
a falta que faz alguem lhe segurar
e não deixar vc partir.

 

Musica inspiradora : Humwari do Lemongrass

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Na beira

 

Quando ficamos
a beira de perder a pessoa que amamos,
Nem que por somente um segundo
sentimos isto do fundo da alma,
os valores mudam completamente.

Qual o peso da sua alma?
Quanto vale a sua vida?
Como corre os dias da sua vida?
Quantas vezes deixamos de amar e de dizer
eu te amo?

Lagrimas nao existe em um
pranto seco.
Vertigens transbordam diante dos olhos.

Quase perder nos ensina que a vida é preciosa.
E ninguem esta isento de ir a qualquer hora
jovem ou velho.

O medo de viver
não existe mais.
Entendi plenamente que
da propria vida só resta a morte,
e dela nao tenho mais medo.

Quero sentir tudo q a vida pode me dar
para no final nao chorar pelo desespero de partir,
amargurada com o que nao vivi.

Quero viver com o que mais amo e odeio,
para sentir que mudei meu destino tantas vezes quanto quis.
Quero fazer e desfazer laços
pq só assim q monto a complexidade da minha vida,
que monto as minhas redes,
deixo as minhas marcas,
mudo o mundo,
e se parte da vida pra entrar pra historia.

Pessoas muito boazinhas
não fazem historia,
não enriquecem o mundo
e não engrandecem a humanidade.

Viverei eternamente no fio entre a compreensao e a discordia,
afim de compreender o humano
e modificar a mim mesma.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

domingo, 2 de outubro de 2011

Yin e yang

 

Palavras.
Ainda do tipo de mulher a moda antiga,
onde se conquistava pelo ouvido,
Outras tantas palavras desferidas
em forma de elogios
a ponto de tornar rubrosa
a face feminina.

Ás vezes, as pessoas acreditam
que bola de cristal eu tenho.
Tenho sim,
mas não de saber o q se passa
na cabeça de cada um.

Vago errantemente.
Ninguem quer saber
de mim e das minhas estórias.
Sou folha jogada ao vento,
perdida sem razão.
Porque sou tão esquecida?
Existe alguma razão?


Estranhamente todos querem
atenção para as suas estorias.
Suas dores, desafios e problemas
sempre maiores que os de todos.

Minha alma grita:
Então vá, e dá o que tens aos pobres,
caminhe sozinho,
percorra dias nas escuridões.


Aprenda a ser nada
para entender o que é o tudo.

Desaprendo e reaprendo o que é a solidão.
Faço e desfaço,
não sou o tipo da pessoa que quer morrer em vão.
Mostrar a que vim, para que vim
e para onde vou.

Vou ser tudo
e tudo até o fim.

Buscar o amanhecer e o anoitecer sempre.
Percorrer meus dedos nas cachoeiras.
Sentir e permitir dizer o que eu sinto, sem medos.
Brincar de ser feliz, e chorar de encolher as pernas.
Quero me permitir loucuras, para a improvável felicidade acontecer.

Quero me esvaziar de mim
e me encher de você.

 

Musica: Calma do Bah Samba e Isabela Fructoso

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Porque

 

 

Ainda nao sei bem
mas toda vez que a morte se aproxima
sinto uma vontade louca
de prologar a vida.

Ficamos pensando
quantas coisas poderiamos fazer,
Quantas musicas deixamos de dançar  por medo
Quantas vezes deixamos de arriscar por comodismo
Quantas vezes deixamos de amar por falta de atençao
Quantas vezes as vidas nos escorrem pelas mãos.

A morte ronda
e sentimos que as pessoas,
oras, porque tinham que partir?

Medo, angustia ou o que?
Grite pelo amor de Deus, mas não se vá.
Fica, vamos tentar,
se jogar de paraquedas, talvez.

Mas não me faça sentir tanto
que dia-a-dia,
perco um pouco mais de vida.

Conserve teu sorriso em minha memoria
tuas brincadeiras e tua vida
em meus pensamentos.
Deixa eu sonhar que vc só esta em um lugar
distante.
No paraiso, talvez.

Os passos que darás, não sei,
mas se precisar estou aqui.
Como uma mao salvadora
ou um ombro amigo.

A partida nos faz querer mais a propria vida…

 



Homenagem a Bernado Ilario, irmao de Raphael Youthh que nos deixou esta semana.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Call me, calm me

 

 

1 da manha
O copo passeia pelos meus dedos,
fixamente olho o chão.
meu interior balança como
o liquido que eu sorvo dentro do copo.

Meu emocional
já não é o mesmo,
o tato, o cheiro
já não me prendem tanto.
Porque será que pequenas palavras
me prenderam tao mais q tudo q me tocou?

O telefone tocou,
nao era nada, nao era ninguem.
Bem que poderia ser alguem
que acalmasse este interior.

Mas não sinto uma brutal falta
o que é um tanto exotico
para uma possessiva como eu.
É um sentimento diferente
com gosto citrico e profundamente viciante.

Minha postura de
ensinar para moldar, e depois amar,
foram das mais acertadas que pude certamente ter.
Afinal, nao posso aceitar
aquele q o mal não percebe que faz.

Um sorriso brota timido.
”Meu problema é diferente”
Tolice.
Quando perceberam que as relações humanas
são todas iguais?
Inclusive a minha, de expressar o q eu sinto.
Tudo identico.

Poder, comodismo, tortura, rotina
tudo tão futil, tudo tao trivial.
Vidas sem sentido,
todos caminhando pro penhasco,
repetindo inumeras vezes os gestos dos seus ancestrais.

O copo ainda esta ali
e eu tb.
Debruço minha cabeça sobre a espalda:
O que faz as pessoas quererem ocupar o vazio da relação com tudo,
menos sentimento verdadeiro?

Vivemos em tempos em que
Carro, filho, casa é sinonimo de segurança na relação.
Como se algo palpavel, substituisse o intocavel.
Como se ocupar com afazeres triviais torna a pessoa mais humana,
mas menos pensante.

Minha cabeça gira:
Chegar em casa do supermercado, roupa e louça pra lavar,
criança chorando, marido sentado dando atenção ao futebol,
dia após dia, sem carinho nem alegria.
NÃO: Minha mente grita, implorando sair do pesadelo.
Como as pessoas querem se soterrar com tudo aquilo
que fazem elas nao serem mais do que
repetidoras de gestos!

EsTou disposta a tudo,
menos ser infeliz.
Prefiro o acalento da solidão,
ao trabalho da escravidão.

Juro que tentei ser normal,
mas não consigo.

Quero todo dia,
sair e ver o por de sol, no lugar de estar amontoada num carro.
Quero
sentar no sofá e discutir todos os assuntos, conhece-lo melhor um pouco a cada dia, ao deixar o futebol ocupar seus minutos de vida preciosos.
Quero sim
a criança dormindo no meu colo, e eu dormindo no colo de outro alguem, no lugar de choros de saudades.

Quero fazer tudo diferente
mudar sempre os moveis de lugar,
mudar de casa, estado, pais.
Mudar de objetivos, abandonar aquilo que me amarra no chão.
Quero aprender a ser alguem e desaprender pra reaprender a sorrir.
Quero tudo e nada,
quero tudo o q eu posso ser,
aqui e agora.
Quero sonhar…. e me permitir vive-los cada um, sem medo.

Pois nunca teremos denovo
as chances de ter de novo a nossa vida.

 

Musica: Call me – Kimbra