sábado, 25 de agosto de 2012
Destruindo Dragões
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Onde as memorias falham
Fui um criança doce
Suave e sensivel.
Havia sonhos e esperanças.
Agora sou fruto de retalhos
jogados no firmamento.
Abandonada a propria sorte
Lançada ao proprio destino.
Mais uma vez
mais uma chance de ser maltratada.
Quantas vezes mutilaram meu coraçao?
Só ajudei a loucos e doentes
carentes de amor e compaixao
que me sugaram toda a vida e o amor que eu tinha
Quando realmente me amaram?
Sem me aprisionar, sem me sugara
sem pedir nada em vao?
Quando os loucos vao parar de me perturbar
E deixar seguir meu caminho em paz,
onde quero apenas amor e compreensao?
Será que é pedir demais?
Só queria amor de verdade
E hoje choro por nao ter...
domingo, 19 de agosto de 2012
Deadline
De que amava sem dor
Hoje, do que restou apenas migalhas de algo que me sufocou.
Casa limpa, Alma partida.
Porque demoro tanto pra ver quando algo nao é pra mim?
Porque tem que doer na pele,
marcar meus medos e arranhar meus desgostos?
Qual parte fui tão burra em aceitar comodamente
uma situação esdruxula em troca de conforto?
Sim, errei,
Errei muito em achar que as coisas mudavam
Para ambos os lados.
Nada muda.
As violencias continuam.
As magoas permanecem.
E as desculpas sempre serão desculpas...
Me levanto aos poucos com o corpo marcado.
Por alguem que não soube me amar.
Que ama cuida...
Chegou o deadline
As chances foram dadas
As cartas, marcadas
E as partidas perdidas
Força pra levantar
Eu tenho
E quem sabe um amor de verdade que realmente me faça
sonhar e
sorrir
mas nao me enjaular
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Black mamba

Quando nasci,
Decidi meu caminho.
Não foram escolhas faceis as que fiz.
Não foram tão simples assim.
Não gosto de seguir cartilhas,
olhar com mesmos olhos todas as coisas.
Não gosto de seguir o programavel, o aceitavel
o bom gosto.
Abandonei tantas e quantas pessoas no caminho!
Tantas quantas a carapuça serviu.
Tantas mentiras, hipocrisias, distorções.
Apontavam pra mim,
dedos impostores,
vossas escarnias no espelho que segurei para ti.
Melhor assim, não é mesmo.
Tão inteligentes que costuram uma vida mediocres.
Tão secretos que esquecem que o outro é capaz.
Tão sigilosos que sei a vida completa e seus proximos passos.
Tão capazes que catam migalhas pelo caminho.
Suas vidas, tão baixas, tão incapazes.
Fiquem…. feios, velhos, hipócritas.
Ou vcs acharam que um dia poderiam me enganar?
A cama de cada um já esta feita, a muito tempo atrás
Muito antes de vcs pensarem em ser inteligentes.
Afinal, nunca duvide de uma cobra,
ela nunca dorme.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Regras do jogo

Sei como vc joga,
seu estilo, suas cartas marcadas.
Tenta mudar o jogo no meio.
Acha que vai me enganar?
Conheço seu jeito,
de rabo a cabo.
Não consegue me superar.
Não me acho,
eu sei que sou boa
em olhar seus disfarces.
Não conseguirá me dominar
se fazendo de vitima,
se fazendo de coitado.
Tampouco me mandar será facil,
escorro por entre seus erros,
tão faceis, tão fatais.
Sejamos honestos:
Ninguem terá capacidade de me domar.
Mentes mediocres, vidas mediocres.
Como me dominar se não conhece a propria extensão de si.
Não me questione, me obedeça.
Sei enxergar cada passo, cada travessia.
Sei ver seus pensamentos, artimanhas
defeitos na sua pobre logica.
Você ainda quer me dominar?
Você se acha esperto?
Coitado,
a estrada que você trilha
eu construí a muitos anos atrás.
Sejamos sinceros,
Somos duas cobras no mesmo ninho,
não precisa esconder o jogo,
sei as regras do jogo.
Abra suas cartas sem medo…porque eu já sei todas elas.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
O Zen no dia-a-dia : A arte de lavar roupa

Hexagrama 18 – Limpeza da taça cheia de vermes / Trabalho sobre o que se deteriorou
Estava ali, a minha taça cheia de vermes.
Ah…Não era pra tanto também: Era apenas o meu balde de meias sujas de molho.
Estava a tanto tempo que perdi as contas de dias nos dedos das mãos.
Mas bem, aquela era a minha taça cheia de vermes.
Seria muito simples se só simplesmente eu lavasse aquelas meias como um ato enfadonho e cotidiano.
Mas ser Zen representa mais: Ver o que cada mínima coisa no seu dia pode trazer de evolução para você.
Olhei mais uma vez o balde: Aquele definitivamente não era um balde simples, somente.
Era um balde onde eu tinha colocado meus sonhos, meus valores, meus erros, meus futuros, tudo pra lavar, pra renovar.
E no final, ao invés de lavar, fui esquecendo num canto qualquer… porque era mais importante muitas outras coisas.
Vi que ali residia um cheiro repugnante: Eu tinha, não somente as meias mofarem e apodrecerem, mas tudo o que eu queria rever em mim também tinha apodrecido.
Não podia esperar mais: Nem as meias, nem eu
Pego meia a meia…o cheiro dá náuseas, mas o que aquilo representava em mim?
A 3 meses atrás residia em outro estado, com outros planos pra terminar, com outros sentimentos e futuros. Ainda esperançosa, ou talvez mais sonhadora de quem eu amei pudesse retornar.
Olho pra mim hoje em dia: Quanta coisa ficou pelo caminho!
E eu nem percebi que deixei tudo isto pra trás.
Fiz o que precisava ser feito, mas esqueci de mim e de tudo aquilo que eu fui.
Cada meia representava um sonho que eu não sonhava mais.
E por isto eles cheiravam tão mal.
Com paciência, e muito sabão, coloquei tudo pra fora: meias, sonhos e destinos… e esfreguei.
Esfreguei as meias pra sair o cheiro, esfreguei meus sonhos pra ver se eu ainda podia sonhar eles ou ao menos recuperar aqueles sentimentos.
Aos poucos, a taça, ou melhor o balde cheio de meias começou a esvaziar, e meu sentimento de angustia de ter me analisado também… Tantos pares, tantos sonhos.
O que fazer agora?
Juntar os pares: Meia direita e esquerda, Sonhos e realidade.
Estender e secar, tanto meias quanto sonhos, para ver o que de verdade sobra deles, pra quem sabe voltar a usa-lós novamente.
Ser Zen é isto: ir além do que os olhos são capazes de enxergar.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Finais… e recomeços

Estava eu
acostumada a cair,
deslizar por este vazio que me envolve
como em um lago negro
onde por hora, sempre me afundava.
Eis que já não acreditava mais em passarinhos,
em esperanças no ninho,
em amores puros pra viver.
Tinha jogado as traças todas coisas bonitas
como brinquedos em um armario velho
dos quais não se usam mais.
Tinha me perdido,
dentre tantos rostos e tantas promessas,
tantas ilusões agradaveis, mas apenas ilusões.
Me abandonei a sorte do meu proprio destino,
como uma andarilha que nao tem rumo,
sentindo apenas minhas velas mudarem de lado.
Eis que minhalma repousava
e afundava mais e mais…
e por vezes desconectava deste corpo a qual eu pertencia.
Minha mão vagava, abandonada…
Mas senti algo me puxar,
segurando forte este corpo que não responde mais.
Sinto alguem inflando meus pulmoes
contra minha vontade.
Pq não me deixaram morrer?
Os olhos começam a abrir
e os sentidos confusões tendem a clarear.
Não era a paisagem,
a imagem que eu esperava,
mas existe muita beleza.
Não sei se este é o meu destino,
mas não estou mais só,
não era como eu sonhará
mas existe a beleza em cada lugar.
Preciso a me reacostumar a sonhar
e reviver.
Foi o final de varios destinos ilusorios errados,
mas tambem
o recomeço de um simples e certo,
como os raios da manha.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Pequenas poças de ilusões

Passeio por entre flores
até elas tem defeitos.
Como destacar a mais bela?
A beleza e a vida é formada de valores tao intrínsecos
Que nem apenas aos olhos
esta aberta a beleza.
Lutar pra viver
viver pra morrer.
Sentidos oposto mas algo em comum:
Jamais desistir.
Deixo a chuva cair em mim
para sentir o peso da imortalidade.
Não cheguei tão longe pra desistir
Meu corpo é fraco
mas o destino me deu tantos desafios
e venci
que hoje nao posso mais errar.
Meus pés tem que ser firme
minha direção certa e precisa.
Muitos precisam de mim, mas principalmente
eu preciso de mim.
Tenho que ser a mão que segura
o braço que afunda
o corpo que se abandona.
Não, não faço o que eu tive
a solidão sempre me permeiou
mas o fato de eu jamais abandonar
é por saber
a falta que faz alguem lhe segurar
e não deixar vc partir.
Musica inspiradora : Humwari do Lemongrass
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Na beira

Quando ficamos
a beira de perder a pessoa que amamos,
Nem que por somente um segundo
sentimos isto do fundo da alma,
os valores mudam completamente.
Qual o peso da sua alma?
Quanto vale a sua vida?
Como corre os dias da sua vida?
Quantas vezes deixamos de amar e de dizer
eu te amo?
Lagrimas nao existe em um
pranto seco.
Vertigens transbordam diante dos olhos.
Quase perder nos ensina que a vida é preciosa.
E ninguem esta isento de ir a qualquer hora
jovem ou velho.
O medo de viver
não existe mais.
Entendi plenamente que
da propria vida só resta a morte,
e dela nao tenho mais medo.
Quero sentir tudo q a vida pode me dar
para no final nao chorar pelo desespero de partir,
amargurada com o que nao vivi.
Quero viver com o que mais amo e odeio,
para sentir que mudei meu destino tantas vezes quanto quis.
Quero fazer e desfazer laços
pq só assim q monto a complexidade da minha vida,
que monto as minhas redes,
deixo as minhas marcas,
mudo o mundo,
e se parte da vida pra entrar pra historia.
Pessoas muito boazinhas
não fazem historia,
não enriquecem o mundo
e não engrandecem a humanidade.
Viverei eternamente no fio entre a compreensao e a discordia,
afim de compreender o humano
e modificar a mim mesma.


