sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Pequenas poças de ilusões

 

Passeio por entre flores
até elas tem defeitos.

Como destacar a mais bela?
A beleza e a vida é formada de valores tao intrínsecos
Que nem apenas aos olhos
esta aberta a beleza.

Lutar pra viver
viver pra morrer.
Sentidos oposto mas algo em comum:
Jamais desistir.

Deixo a chuva cair em mim
para sentir o peso da imortalidade.

Não cheguei tão longe pra desistir
Meu corpo é fraco
mas o destino me deu tantos desafios
e venci
que hoje nao posso mais errar.

Meus pés tem que ser firme
minha direção certa e precisa.
Muitos precisam de mim, mas principalmente
eu preciso de mim.

Tenho que ser a mão que segura
o braço que afunda
o corpo que se abandona.

Não, não faço o que eu tive
a solidão sempre me permeiou
mas o fato de eu jamais abandonar
é por saber
a falta que faz alguem lhe segurar
e não deixar vc partir.

 

Musica inspiradora : Humwari do Lemongrass

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Na beira

 

Quando ficamos
a beira de perder a pessoa que amamos,
Nem que por somente um segundo
sentimos isto do fundo da alma,
os valores mudam completamente.

Qual o peso da sua alma?
Quanto vale a sua vida?
Como corre os dias da sua vida?
Quantas vezes deixamos de amar e de dizer
eu te amo?

Lagrimas nao existe em um
pranto seco.
Vertigens transbordam diante dos olhos.

Quase perder nos ensina que a vida é preciosa.
E ninguem esta isento de ir a qualquer hora
jovem ou velho.

O medo de viver
não existe mais.
Entendi plenamente que
da propria vida só resta a morte,
e dela nao tenho mais medo.

Quero sentir tudo q a vida pode me dar
para no final nao chorar pelo desespero de partir,
amargurada com o que nao vivi.

Quero viver com o que mais amo e odeio,
para sentir que mudei meu destino tantas vezes quanto quis.
Quero fazer e desfazer laços
pq só assim q monto a complexidade da minha vida,
que monto as minhas redes,
deixo as minhas marcas,
mudo o mundo,
e se parte da vida pra entrar pra historia.

Pessoas muito boazinhas
não fazem historia,
não enriquecem o mundo
e não engrandecem a humanidade.

Viverei eternamente no fio entre a compreensao e a discordia,
afim de compreender o humano
e modificar a mim mesma.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

domingo, 2 de outubro de 2011

Yin e yang

 

Palavras.
Ainda do tipo de mulher a moda antiga,
onde se conquistava pelo ouvido,
Outras tantas palavras desferidas
em forma de elogios
a ponto de tornar rubrosa
a face feminina.

Ás vezes, as pessoas acreditam
que bola de cristal eu tenho.
Tenho sim,
mas não de saber o q se passa
na cabeça de cada um.

Vago errantemente.
Ninguem quer saber
de mim e das minhas estórias.
Sou folha jogada ao vento,
perdida sem razão.
Porque sou tão esquecida?
Existe alguma razão?


Estranhamente todos querem
atenção para as suas estorias.
Suas dores, desafios e problemas
sempre maiores que os de todos.

Minha alma grita:
Então vá, e dá o que tens aos pobres,
caminhe sozinho,
percorra dias nas escuridões.


Aprenda a ser nada
para entender o que é o tudo.

Desaprendo e reaprendo o que é a solidão.
Faço e desfaço,
não sou o tipo da pessoa que quer morrer em vão.
Mostrar a que vim, para que vim
e para onde vou.

Vou ser tudo
e tudo até o fim.

Buscar o amanhecer e o anoitecer sempre.
Percorrer meus dedos nas cachoeiras.
Sentir e permitir dizer o que eu sinto, sem medos.
Brincar de ser feliz, e chorar de encolher as pernas.
Quero me permitir loucuras, para a improvável felicidade acontecer.

Quero me esvaziar de mim
e me encher de você.

 

Musica: Calma do Bah Samba e Isabela Fructoso

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Porque

 

 

Ainda nao sei bem
mas toda vez que a morte se aproxima
sinto uma vontade louca
de prologar a vida.

Ficamos pensando
quantas coisas poderiamos fazer,
Quantas musicas deixamos de dançar  por medo
Quantas vezes deixamos de arriscar por comodismo
Quantas vezes deixamos de amar por falta de atençao
Quantas vezes as vidas nos escorrem pelas mãos.

A morte ronda
e sentimos que as pessoas,
oras, porque tinham que partir?

Medo, angustia ou o que?
Grite pelo amor de Deus, mas não se vá.
Fica, vamos tentar,
se jogar de paraquedas, talvez.

Mas não me faça sentir tanto
que dia-a-dia,
perco um pouco mais de vida.

Conserve teu sorriso em minha memoria
tuas brincadeiras e tua vida
em meus pensamentos.
Deixa eu sonhar que vc só esta em um lugar
distante.
No paraiso, talvez.

Os passos que darás, não sei,
mas se precisar estou aqui.
Como uma mao salvadora
ou um ombro amigo.

A partida nos faz querer mais a propria vida…

 



Homenagem a Bernado Ilario, irmao de Raphael Youthh que nos deixou esta semana.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Call me, calm me

 

 

1 da manha
O copo passeia pelos meus dedos,
fixamente olho o chão.
meu interior balança como
o liquido que eu sorvo dentro do copo.

Meu emocional
já não é o mesmo,
o tato, o cheiro
já não me prendem tanto.
Porque será que pequenas palavras
me prenderam tao mais q tudo q me tocou?

O telefone tocou,
nao era nada, nao era ninguem.
Bem que poderia ser alguem
que acalmasse este interior.

Mas não sinto uma brutal falta
o que é um tanto exotico
para uma possessiva como eu.
É um sentimento diferente
com gosto citrico e profundamente viciante.

Minha postura de
ensinar para moldar, e depois amar,
foram das mais acertadas que pude certamente ter.
Afinal, nao posso aceitar
aquele q o mal não percebe que faz.

Um sorriso brota timido.
”Meu problema é diferente”
Tolice.
Quando perceberam que as relações humanas
são todas iguais?
Inclusive a minha, de expressar o q eu sinto.
Tudo identico.

Poder, comodismo, tortura, rotina
tudo tão futil, tudo tao trivial.
Vidas sem sentido,
todos caminhando pro penhasco,
repetindo inumeras vezes os gestos dos seus ancestrais.

O copo ainda esta ali
e eu tb.
Debruço minha cabeça sobre a espalda:
O que faz as pessoas quererem ocupar o vazio da relação com tudo,
menos sentimento verdadeiro?

Vivemos em tempos em que
Carro, filho, casa é sinonimo de segurança na relação.
Como se algo palpavel, substituisse o intocavel.
Como se ocupar com afazeres triviais torna a pessoa mais humana,
mas menos pensante.

Minha cabeça gira:
Chegar em casa do supermercado, roupa e louça pra lavar,
criança chorando, marido sentado dando atenção ao futebol,
dia após dia, sem carinho nem alegria.
NÃO: Minha mente grita, implorando sair do pesadelo.
Como as pessoas querem se soterrar com tudo aquilo
que fazem elas nao serem mais do que
repetidoras de gestos!

EsTou disposta a tudo,
menos ser infeliz.
Prefiro o acalento da solidão,
ao trabalho da escravidão.

Juro que tentei ser normal,
mas não consigo.

Quero todo dia,
sair e ver o por de sol, no lugar de estar amontoada num carro.
Quero
sentar no sofá e discutir todos os assuntos, conhece-lo melhor um pouco a cada dia, ao deixar o futebol ocupar seus minutos de vida preciosos.
Quero sim
a criança dormindo no meu colo, e eu dormindo no colo de outro alguem, no lugar de choros de saudades.

Quero fazer tudo diferente
mudar sempre os moveis de lugar,
mudar de casa, estado, pais.
Mudar de objetivos, abandonar aquilo que me amarra no chão.
Quero aprender a ser alguem e desaprender pra reaprender a sorrir.
Quero tudo e nada,
quero tudo o q eu posso ser,
aqui e agora.
Quero sonhar…. e me permitir vive-los cada um, sem medo.

Pois nunca teremos denovo
as chances de ter de novo a nossa vida.

 

Musica: Call me – Kimbra

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Prisioneira dos anos

 

Os anos passam,
mais um aniversario no calendario
e ninguem nota.

A idade aponta na falha do cabelo,
outro mês aponta na folha do calendario.
Outro dia passa, e não fiz nada do que eu quis.

Queria cantar uma canção,
andar de mão dadas na chuva,
deixar as ondas bagunçarem o meu cabelo.

Mas estou aqui, mais um dia
presa nesta jaula de concreto
de regras e rotinas mortais.

Olho o céu,
que corre nesta vida acelerada.

Podemos, será que devemos
abandonar tudo que conhecemos
para sermos realmente felizes?
Ainda acho que este é o caminho.

As pessoas, tão mediocres,
tão afundadas em si e seus egos.

Quantas pessoas perguntam por vc?
Querem saber como vc esta?
Quem quer saber a sua estoria?

Vc pode morrer agora
e quem vai se lembrar da sua existencia?
Quem faria de tudo pra vc ainda continuar vivo?
Quem preza por cuidar de vc?

Vazio por todos os lados,
os carros vao indo na minha frente
e eu nunca sei pra onde,
será que é lá q vc se esconde?

O tempo faz tudo valer a pena
e nem o erro é disperdicio.

Tudo passa,
e eu ainda ando pensando em vc.

 

Musica inspiradora:  Avesso dos ponteiros – Ana Carolina

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Aprendi

 

 

- Aprendi a ser desapegada.
Não gosto de ver alguem sofrendo pela minha incapacidade.
Meu amor ultrapassa o nivel da consciencia.

Quero que as pessoas vão embora
quando não as faço mais feliz,
ou quando não posso dar,
ou nem ser o que as pessoas querem de mim.

Não é justo, da minha parte,
por puro egoismo, conveniencia, medo da solidão ou preguiça,
aprisionar as pessoas ao meu lado.

Que tipo de monstro eu sou?

O maior ato de amor meu é o desprendimento,
mesmo que pra isto, eu tenha que partir,
e fazer a pessoa sentir um pouco de dor,
a dor da mudança.

- Aprendi a ler as pessoas
e ver que as pessoas nunca falam toda a verdade que gostariam,
e tomam muito menos atitudes do que precisam.
O ser humano é covarde na sua propria natureza.

- Aprendi que ninguem é insubstitituivel.
As pessoas podem e devem caminhar sozinhas.
Tem q levantar e cair sozinhas para serem fortes,
para se tornarem donas do seu destino.
Que isto é uma visão egoista
de quem sabe que nao tem mais nada na vida,
alem de atrasar a vida dos outros.

- Aprendi que a maioria das pessoas sofrem muito pouco,
e acham que sofrem demais.
E no dia q sofrerem muito mesmo
entenderam o quanto suas vidas são vazias e sem rumo.

- Aprendi a engolir muitas palavras,
mas que com o tempo, me torno represa,
que um dia arrebenta suas comportas
carregando consigo sua propria natureza:
Violenta e transformadora.

- Aprendi que cada coisa tem seu preço
e seu tempo.
Da mesma forma que uma semente germina,
as pessoas tem seu tempo de amadurecimento.
E que a maioria das vezes ninguem entende
que uma boa poda, ajuda a crescer.

- Aprendi que a verdade doi, marca
mas é a unica coisa de verdadeiro e pleno que posso dar:
Dou a chance da pessoa ser realmente melhor do que é.

- Aprendi que só lembrando da morte todo dia
é que damos valor a vida q jogamos todos os dias.

- Aprendi que os atos mais impressionante
vem sempre de pessoas inesperadas.

- Aprendi que só fazendo loucuras
que ainda podemos sorrir na vida,
e nos sentir vivos de verdade.

- Aprendi, que mesmo com toda violencia que sofremos
ainda é possivel ser uma boa pessoa,
ou ao menos
tentar.

- Aprendi que é melhor amar fortemente 1 dia
do que gostar mornamente todos os dias

- Aprendi que a quando nao somos verdadeiros
nosso corpo adquiri doenças.

- Aprendi que chances e pessoas
só passam uma vez pelas nossas vidas.
Agarre os as largue de vez.

-  Aprendi que as pessoas mudam com o tempo,
e eu tb.
Mas quando vejo que há mais dor do que sorrisos,
mais indiferença do que cuidado,
mais combrança de habitos do que entendimento do outro,
é a hora de arrancar os laços,
soltar as amarras
e partir.

E ainda quero aprender muito mais:
minha alma é nova, meus sonhos longos
e minhas vidas sao muitas.

Se jogar no desconhecido,
arriscar o imprevisivel,
É a unica maneira de estar vivo.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Agora basta!

 

 

 

CHEGA!
Paciencia tem limite e este é o meu.

Não, não, não,
Não quero ouvir sobre sua falta de coragem,
sua vida patetica,
seus problemas cotidianos.

Não, desisti,
De tentar ser psicologa pra ajudar,
De tentar ser boa pra salvar,
De falar pra ninguem ouvir.

Chega, pra mim basta!
Cansei da vida cor-de-rosa dos outros,
e seus problemas terrivelmente estupidos,
no qual basta um ato pequeno de covardia pra continuar o mesmo,
mas um grande ato de coragem pra deixar de ser um morto.

De que adianta ter uma vida patetica,
da qual vc vai chegar no final da vida e olhar
que sua estupida vida passou apenas de rotinas diarias!

Não, eu quero sonhar alto
tão distante que minhas asas não aguentem de tanto voar.
Quero ser forte,
mudar o jogo quando eu quiser,
ser nova e ver tudo novo.
Quero ter a possibilidade
de sempre renascer.

Não tenho tempo,
minha vida é preciosa demais
pra joga-la pela janela.
Neste sentimento familiar
que é sermos apenas mais um na multidão.

Quero viver
varias vidas em uma,
Absorver tudo aquilo que me for de direito,
e capacidade, e digo com respeito
de quem sabe seus limites

Não quero repetir os erros do passado,
ver minha vida escorrendo pelos meus dedos
só pq fui covarde em nao virar a mesa quando deveria.

A rotina, a sociedade e o passado me fazem carregar
uma cruz que eu nao deveria.
Então pra mim, já basta.
To soltando esta cruz, to soltando as amarras
nasci pra ser livre de alma,
e abandonar tudo que me faz mal.

Soltem as amarras, as suas,
Seja vc e nao o outro,
pq de tanto ser o outro,
vc acaba perdendo a unica coisa sua: A vida!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Consciência

 


 

Hoje me dei conta de que as
pessoas vivem a esperar por algo.

E quando surge uma oportunidade
Se dizem confusas e despreparadas.

Sentem que não merecem
Que o tempo certo ainda não chegou
E a vida passa…

E os momentos se acumulam
como papéis sobre uma mesa.

Estamos nos preparando para qualquer coisa
Mas ainda não aprendemos a viver.

A arriscar por aquilo que queremos
A sentir aquilo que sonhamos
E assim adiamos nossas
vidas por tempo indeterminado.

Até que a vida se encarregue
de decidir por nós mesmos.
E percebemos o quanto perdemos
E o tanto que poderíamos ter evitado.

Como somos tolos em nossos
pensamentos limitados
Em nossas emoções contidas
Em nossas ações determinadas.

O ser humano se prende em si mesmo
Por medo e desconfiança
Vive como coisa
Num mundo de coisas.

O tempo esperado é o agora
Sua consciência lhe direciona
Seus sentidos lhe alertam.

E suas emoções não
mais são desprezadas
Antes que tudo acabe


É preciso fazer iniciar
Mesmo com dor e sofrimento
Antes arriscar do que apenas sonhar.
É preciso terminar
pra começar,
recomeçar a viver.


Cecilia Meireles